O Apartamento do Teto Verde

dezembro 12, 2015

Tenho andado sumida, peço perdão. Mudei de país no final do mês passado. Viajei sozinha carregando duas malas enormes, uma bolsa, uma bagagem de mão, três gatos e sabe-se lá como sobrevivi para contar a história. Cheguei num apartamento enorme que não tinha nada além do colchão no chão, em que eu dormi nas primeiras noites. Rolou nesse meio tempo várias crises de choro intercaladas com momentos de esperança e felicidade. Rolou muita coisa.

A vida tá começando a se estabilizar novamente, com uns tropeços pelo caminho. Coisa normal em qualquer recomeço.

Ainda não tem sofá na sala nem cadeira pra sentar na cozinha, mas o quarto já tá ficando do jeitinho que eu queria. God bless a IKEA e seus móveis baratos e fáceis de montar. Num tem panela, mas tem cafeteira. A televisão veio antes do microondas. Prioridades super em ordem.

Aproveitando pra contar as novidades todas de uma vez: mudei o layout do blog. Embora visualmente não tenha feito muita diferença, o blog agora finalmente é responsivo. Também criei um Pinterest novo, pra tentar manter as coisas mais organizadinhas.

Quando (se?) conseguir botar a cabeça no lugar, escrevo algo melhor ou com um mínimo de coerência. Por enquanto vai isso mesmo.
Tenho andado sumida, peço perdão. Mudei de país no final do mês passado. Viajei sozinha carregando duas malas enormes, uma bolsa, uma bagagem de mão, três gatos e sabe-se lá como sobrevivi para contar a história. Cheguei num apartamento enorme que não tinha nada além do colchão no chão, em que eu dormi nas primeiras noites. Rolou nesse meio tempo várias crises de choro intercaladas com momentos de esperança e felicidade. Rolou muita coisa.

A vida tá começando a se estabilizar novamente, com uns tropeços pelo caminho. Coisa normal em qualquer recomeço.

Ainda não tem sofá na sala nem cadeira pra sentar na cozinha, mas o quarto já tá ficando do jeitinho que eu queria. God bless a IKEA e seus móveis baratos e fáceis de montar. Num tem panela, mas tem cafeteira. A televisão veio antes do microondas. Prioridades super em ordem.

Aproveitando pra contar as novidades todas de uma vez: mudei o layout do blog. Embora visualmente não tenha feito muita diferença, o blog agora finalmente é responsivo. Também criei um Pinterest novo, pra tentar manter as coisas mais organizadinhas.

Quando (se?) conseguir botar a cabeça no lugar, escrevo algo melhor ou com um mínimo de coerência. Por enquanto vai isso mesmo.

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Quem É Vivo...

outubro 19, 2015

... sempre aparece, nem que seja só pra compartilhar a vista do futuro lar. Considerando que a atual consiste em telhados, topo de árvores, muros e prédios, são grandes avanços:


Não tem acontecido muita coisa na minha vida, definitivamente nada que valha a pena ser relatado para a posterioridade. Já resolvi basicamente que tudo que tinha para resolver e agora só resta uma longa – mais longa ainda agora que estou sem Netflix – espera até a mudança, até o novo capítulo da vida. Tenho sentido falta de estudar, de fazer alguma coisa útil, de rotina, desafio, responsabilidade. De certeza que essa falta vai passar assim que as férias prolongadas acabarem, but still.

Grazadels que tem futebol americano e hockey pra salvar a louca dos esportes (eu) desse período de monotonia. Enquanto meu amado New England Patriots permanece invicto, meu time de hockey anda um caos. Demorou quatro jogos pra conseguir ganhar, ganhou meio que na cagada, e meu jogador favorito até agora não conseguiu marcar um pontinho. Mas é a vida, né? Não dá pra ganhar sempre.


Quer dizer, até dá, se você for o New England Patriots.
... sempre aparece, nem que seja só pra compartilhar a vista do futuro lar. Considerando que a atual consiste em telhados, topo de árvores, muros e prédios, são grandes avanços:


Não tem acontecido muita coisa na minha vida, definitivamente nada que valha a pena ser relatado para a posterioridade. Já resolvi basicamente que tudo que tinha para resolver e agora só resta uma longa – mais longa ainda agora que estou sem Netflix – espera até a mudança, até o novo capítulo da vida. Tenho sentido falta de estudar, de fazer alguma coisa útil, de rotina, desafio, responsabilidade. De certeza que essa falta vai passar assim que as férias prolongadas acabarem, but still.

Grazadels que tem futebol americano e hockey pra salvar a louca dos esportes (eu) desse período de monotonia. Enquanto meu amado New England Patriots permanece invicto, meu time de hockey anda um caos. Demorou quatro jogos pra conseguir ganhar, ganhou meio que na cagada, e meu jogador favorito até agora não conseguiu marcar um pontinho. Mas é a vida, né? Não dá pra ganhar sempre.


Quer dizer, até dá, se você for o New England Patriots.

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Um pouco de Escandinavia

outubro 04, 2015


Eu só me mudo pro apartamento novo no finzinho de Novembro, mas ariana impaciente do jeito que sou, tenho dedicado praticamente todas as horas do dia em que estou acordada à decorar meu quarto mentalmente, com ajuda do Pinterest e do site da Ikea. Já faz um tempo que eu quero adotar a simplicidade e conforto da decoração escandinava pra minha vida, usar o branco para aproveitar a luz natural, o contraste neutro do preto, toques de cores e a madeira clara e crua para trazer aconchego e não deixar o ambiente tão impessoal.


Quero pro meu cafofo: mesinha do computador em bambu, cadeira branca, roupa de cama branca, uma manta mais colorida pra jogar em cima da cama/cadeira, mesa de cabeceira de madeira, essa mãozinha, almofadas geométricas e muitos quadros e molduras espalhados em tudo quanto é canto. E plantinhas, de preferência de plástico, visto minha inclinação planticida.

A parte que estou mais ansiosa pra começar a montar é o home office, já que ano que vem finalmente acaba essa minha saga de college dropout e recomeça a vida de cão de estudar/trabalhar em projetos pessoais. Tô sentindo falta de me focar em algo, mesmo que sejam os estudos e nada melhor que ter um cantinho organizado para fazê-lo. Embora eu deva admitir que nunca consiga mante-lo organizado por muito tempo.

Eu só me mudo pro apartamento novo no finzinho de Novembro, mas ariana impaciente do jeito que sou, tenho dedicado praticamente todas as horas do dia em que estou acordada à decorar meu quarto mentalmente, com ajuda do Pinterest e do site da Ikea. Já faz um tempo que eu quero adotar a simplicidade e conforto da decoração escandinava pra minha vida, usar o branco para aproveitar a luz natural, o contraste neutro do preto, toques de cores e a madeira clara e crua para trazer aconchego e não deixar o ambiente tão impessoal.


Quero pro meu cafofo: mesinha do computador em bambu, cadeira branca, roupa de cama branca, uma manta mais colorida pra jogar em cima da cama/cadeira, mesa de cabeceira de madeira, essa mãozinha, almofadas geométricas e muitos quadros e molduras espalhados em tudo quanto é canto. E plantinhas, de preferência de plástico, visto minha inclinação planticida.

A parte que estou mais ansiosa pra começar a montar é o home office, já que ano que vem finalmente acaba essa minha saga de college dropout e recomeça a vida de cão de estudar/trabalhar em projetos pessoais. Tô sentindo falta de me focar em algo, mesmo que sejam os estudos e nada melhor que ter um cantinho organizado para fazê-lo. Embora eu deva admitir que nunca consiga mante-lo organizado por muito tempo.

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Planticídio Culposo

setembro 27, 2015



Meu pai é louco por jardinagem. Quando não tá cuidando de gente, tá cuidando de planta. Morre de orgulho das trepadeiras que plantou perto da entrada de casa e do pé de tangerina que tá finalmente florescendo. E volta e meia meu pai resolve me dar uma planta, pra eu cuidar.

Primeiro foi uma orquídea. Botou a flor num vaso todo lindo e me entregou com um pequeno manual de instruções. Supostamente não precisava de grandes coisas pra sobreviver. Pouca luz, pouca água, pouca manutenção. Foi tudo bem até o primeiro mês. A orquídea morreu, as flores murcharam e foram caindo uma por uma. Me senti uma assassina, tentei ressuscitar a planta, fazer macumba, mas não teve jeito.

Quando meu pai percebeu que a orquídea tinha morrido, tentou uma suculenta. "Dá menos trabalho ainda". Okay, talvez desse, nunca cheguei a descobrir porque pouco tempo depois algum dos gatos derrubou o vasinho de cima da prateleira e selou o destino da suculentinha.

Ainda sem aprender a lição, meu pai me deu um cacto. "Esse não tem como dar errado". Pois é, eu imaginava que não. Na casa antiga tínhamos um cacto no telhado. Não sei como ele foi parar lá, mas nasceu entre as telhas e cresceu sozinho. Ainda tá vivo, seis anos depois, firme e forte, sobrevivendo sozinho no alto da casa.

Meu cacto morreu.

Eu não sabia nem que era possível matar um cacto. Essas porras sobrevivem em um deserto, a calores escaldantes e à falta d'água, na areia, no telhado, mas aparentemente não sobrevivem a mim.

Depois disso meu pai desistiu. A última planta que ele me deu foram dois vasinhos com suculentas de plásticos. Pelo menos essas ainda estão "vivas".


Meu pai é louco por jardinagem. Quando não tá cuidando de gente, tá cuidando de planta. Morre de orgulho das trepadeiras que plantou perto da entrada de casa e do pé de tangerina que tá finalmente florescendo. E volta e meia meu pai resolve me dar uma planta, pra eu cuidar.

Primeiro foi uma orquídea. Botou a flor num vaso todo lindo e me entregou com um pequeno manual de instruções. Supostamente não precisava de grandes coisas pra sobreviver. Pouca luz, pouca água, pouca manutenção. Foi tudo bem até o primeiro mês. A orquídea morreu, as flores murcharam e foram caindo uma por uma. Me senti uma assassina, tentei ressuscitar a planta, fazer macumba, mas não teve jeito.

Quando meu pai percebeu que a orquídea tinha morrido, tentou uma suculenta. "Dá menos trabalho ainda". Okay, talvez desse, nunca cheguei a descobrir porque pouco tempo depois algum dos gatos derrubou o vasinho de cima da prateleira e selou o destino da suculentinha.

Ainda sem aprender a lição, meu pai me deu um cacto. "Esse não tem como dar errado". Pois é, eu imaginava que não. Na casa antiga tínhamos um cacto no telhado. Não sei como ele foi parar lá, mas nasceu entre as telhas e cresceu sozinho. Ainda tá vivo, seis anos depois, firme e forte, sobrevivendo sozinho no alto da casa.

Meu cacto morreu.

Eu não sabia nem que era possível matar um cacto. Essas porras sobrevivem em um deserto, a calores escaldantes e à falta d'água, na areia, no telhado, mas aparentemente não sobrevivem a mim.

Depois disso meu pai desistiu. A última planta que ele me deu foram dois vasinhos com suculentas de plásticos. Pelo menos essas ainda estão "vivas".

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TAG | Vida de Gateira

setembro 23, 2015


Vi essa tag no blog da Mulher Vitrola e como boa gateira e viciada em tags que sou, tive que responder, né? Preparem-se para um post bem longo e cheio de fotos de gatinhos.

quantos gatinhos você tem?

Tenho nove. Sim, nove. É nessa hora geralmente que as pessoas me olham como se fossem me internar em um hospício (mal sabem que eu já quase vivo em um).

qual o nome deles? quais apelidos?

Lola, Lord Byron, Zelda, Frida, Íris, Caleb, Leon, Vivi e Bilbo. Lola é a Dona Gorda, Byron é o Bangela, Zelda é a Feiosa, Frida às vezes é Fridoca e o Bilbo vive sendo chamado de Pilpu.

Vi essa tag no blog da Mulher Vitrola e como boa gateira e viciada em tags que sou, tive que responder, né? Preparem-se para um post bem longo e cheio de fotos de gatinhos.

quantos gatinhos você tem?

Tenho nove. Sim, nove. É nessa hora geralmente que as pessoas me olham como se fossem me internar em um hospício (mal sabem que eu já quase vivo em um).

qual o nome deles? quais apelidos?

Lola, Lord Byron, Zelda, Frida, Íris, Caleb, Leon, Vivi e Bilbo. Lola é a Dona Gorda, Byron é o Bangela, Zelda é a Feiosa, Frida às vezes é Fridoca e o Bilbo vive sendo chamado de Pilpu.

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© Piramides
Maira Gall